– Gustavo Nascimento / ICV
Cerca de 20 pessoas da sociedade civil organizada de Mato Grosso, Ong’s e membros do governo se reuniram na manhã da última sexta feira (28) para a mobilização do Dia do rio Paraguai. Outro objetivo da reunião era a organização e lançamento do Comitê de gestão do rio Paraguai que será oficializado no próximo dia 14. O evento serviu ainda para retratar um pouco dos 11 anos de histórias de luta em prol do rio Paraguai, além de identificar atores que poderão fazer parte deste comitê.
O Comitê
Para garantir tanto a saúde do Rio quanto a vida das pessoas que moram no entorno dele o movimento de defesa do rio Paraguai criou um pré-comitê em 10 dezembro de 2010 e, agora, depois de quase um ano de organização, o pré-comitê será formalizado como Comitê do Rio Paraguai. A data para o lançamento já está marcada, será no dia 14 de novembro, em Cáceres, em meio a um ato público em defesa do rio.
Para Alonso Batista, do Fórum de Lutas das Entidades de Cáceres (FLEC), essa formalização será um passo muito importante na luta pela defesa do rio. “O comitê é o órgão máximo de defesa de um rio e entendemos que ele vai ser importante para controlar os empreendimentos ao longo do rio e forçar a criação de políticas públicas necessárias para a preservação e proteção para a região”.
Um Rio que clama pela vida – 11 anos de história
No dia 14 de novembro de 2000 estava marcada uma audiência do Governo Federal para implantação da Hidrovia Paraguai – Paraná, porém, a audiência se transformou em uma grande manifestação popular e o projeto foi embargado na justiça. Neste mesmo ano, organizações se mobilizaram para que o dia 14 de novembro ficasse marcado como uma data para reflexão e valorização do rio.
Apesar do embargo há dez anos atrás, o projeto não está encerrado ,mas sendo reescrito. “A primeira proposta da Hidrovia, que era fazer um canal, e nas palavras deles (governo) detonar o rio, nós conseguimos extinguir, mas ainda há uma nova proposta que estão formatando que não nos apresentaram,” Foi o que afirmou Isidoro Salomão, um dos participantes da reunião.
Alonso Batista relembrou também que apesar de uma reformatação o possível projeto é inviável, tanto economicamente quanto ecologicamente. “O rio Paraguai não suporta uma hidrovia por vários motivos. Mas, principalmente ecologicamente, por ser caraterístico do pantanal, ou seja, uma grande área alagada e rasa e ainda socialmente por afetar diretamente centenas de famílias e comunidades ribeirinhas.”
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