Raíssa Genro/ICV
Representantes da sociedade civil e do poder público reuniram-se nesta terça-feira, 9 de setembro, no Parque de Exposições de Paranaíta, para discutir a elaboração de um diagnóstico ambiental, econômico e social do município de forma participativa, com apoio do Instituto Centro de Vida (ICV).
Paulo Correa, secretário municipal de Meio Ambiente, fez uma analogia para ressaltar a importância da iniciativa afirmando que “precisamos saber que número calçamos antes de comprar um sapato”. Dessa forma, segundo ele, “essas informações que o ICV produz, como a base cartográfica, podem ajudar nisso, afinal, o meio ambiente é tudo”, complementou.
Irene Duarte, coordenadora da Iniciativa Municípios Sustentáveis do ICV, acredita que através do resgate da história e da identidade do município, é possível entender para onde se caminha. Com a construção coletiva do diagnóstico ele será de fato da comunidade, que terá propriedade para difundi-lo, fazendo um aproveitamento verdadeiro das informações coletadas nas escolas e associações. “O ICV acredita que são as pessoas que fazem um território como esse e, por isto, a importância da participação”, completa Irene.
Paula Ellinger, da Fundação Avina, que apoia a iniciativa, contou que o diagnóstico pode servir para definir metas e planejar o futuro do município.
Assis Frizon, secretário municipal de Educação, contou a história do hino e da bandeira de Paranaíta. “Quem fez esse lugar foi o povo, o braço migrante, antes eram terras da União.
À tarde, os participantes se dividiram em grupos para trabalhar perguntas e temáticas ambientais, sociais e econômicas, através de gravuras e desenhos em mapas, orientados pela equipe do ICV. Após esta primeira oficina, os grupos irão se reunir com um facilitador local e, em um mês, voltam ao grande grupo para apresentar descobertas e avanços. Outros cinco encontros devem ocorrer até a produção final do diagnóstico socioambiental e econômico participativo.
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