De 4 e 8 de dezembro de 2025, foi realizado o segundo módulo do curso Defensores e Defensoras das Águas do Tapajós, na Chácara Ypê, em Santarém – PA. O encontro reuniu mais de 20 jovens representantes de povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas e comunidades locais com o objetivo de fortalecer a governança hídrica participativa. Promovendo conscientização política, cultural e técnica das comunidades da bacia hidrográfica do Tapajós, o encontro deu continuidade à formação iniciada em setembro de 2025 e reforçou a importância do papel de cada um na defesa dos rios e na incidência política sobre decisões que impactam seus territórios.
O primeiro módulo, que aconteceu de 24 a 29 de setembro, no mesmo local, teve como base a integração do grupo, o reconhecimento de cada território e a construção coletiva de princípios de convivência, abordando temas relacionados a bacias hidrográficas, conflitos hídricos, identidade e modos de vida. Já o segundo módulo marcou o aprofundamento da jornada em direção à incidência política. Nesta fase, os participantes avançaram para conteúdos mais estratégicos, como governança e gestão hídrica, instrumentos jurídicos e políticas das águas, fortalecendo conhecimentos para atuar com protagonismo em audiências públicas, conselhos e comitês de bacia. Enquanto o primeiro módulo focou na formação das bases, o segundo iniciou o mergulho mais profundo na qualificação de lideranças para influenciar decisões que afetam diretamente seus territórios.
A formação é realizada pela Escola de Militância Socioambiental da Amazônia (EMSA), vinculada ao Movimento Tapajós Vivo (MTV), em parceria com docentes do Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA) da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). A iniciativa integra o projeto ‘Rumo a uma Gestão Participativa das Águas no Tapajós’ e conta com o apoio do Instituto Centro de Vida (ICV), da Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa) e do WWF-Brasil.
“Os momentos de troca por meio de intercâmbios e formações são importantes porque fortalecem e ampliam os conhecimentos das comunidades locais e dos povos indígenas sobre o caminho da gestão das águas, além de favorecer a participação desses povos ativamente nos espaços decisórios”, apontou Deroní Mendes, coordenadora do Programa de Transparência e Justiça Climática do ICV.
Fortalecimento político construído de forma coletiva
Durante quatro dias, os participantes se aprofundaram em assuntos essenciais para a gestão das águas na Amazônia, unindo conhecimentos
tradicionais e científicos em atividades conduzidas por especialistas e lideranças territoriais. A programação abordou:
Por meio de aprendizados sobre incidência política, rodas de conversa e vivências culturais coletivas, o encontro reforçou que defender as águas é também defender identidades, modos de vida e direitos dos povos. Integrantes do grupo que estiveram na COP30, realizada em Belém de 10 a 21 de novembro de 2025, compartilharam suas percepções sobre o evento e apresentaram sugestões para torná-lo mais participativo e alinhado às necessidades dos territórios. O módulo também incluiu dinâmicas em grupo que, de forma leve e envolvente, estimularam reflexões sobre ganância, reprodução de comportamentos que ameaçam os rios e caminhos coletivos para fortalecer a proteção das águas.
Rumo ao encerramento do curso e ao início de uma nova trajetória de incidência
No segundo módulo, os participantes demonstraram maior preparo para atuar com protagonismo em espaços decisórios fundamentais para seus territórios, como audiências públicas, comitês de bacia, conselhos locais e demais espaços de diálogo sobre a gestão das águas.
No início de 2026, será realizado o terceiro e último módulo do curso, consolidando uma base de representantes engajados na defesa das águas da bacia do rio Tapajós.
Sobre o projeto
Esta ação faz parte do projeto “Rumo a uma Gestão Participativa de Água na bacia do rio Tapajós”, financiado pelo Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, por intermédio da rede WWF. A realização é feita por um consórcio de parceiros formado por Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa), Instituto Centro de Vida (ICV), Movimento Tapajós Vivo (MTV) e WWF-Brasil.
Mais de R$ 3 milhões em produtos da agricultura familiar foram comercializados pela Rota Local desde a sua fundação, em janeiro de 2020. A iniciativa do Instituto Centro de Vida (ICV) tem o objetivo de...
ver maisQuando começou a participar do projeto Amazônia Viva Alimenta (AVA), Liliane Vieira da Cruz havia sido recém-eleita presidenta da Associação de Mini e Pequenos Agricultores do Projeto de Assentamento Cachimbo (Agripac), no distrito de União...
ver maisEnquanto um posa para o celular, o outro segura o equipamento em punho e espera pelo melhor momento de fazer o clique. Antes disso, contudo, é preciso analisar o cenário, o enquadramento e ter certeza...
ver maisRua Pres. Castelo Branco, 510, Quilombo
Cuiabá – MT – Brasil
CEP: 78043-430
+55 (65) 3621-3148
Av. Ariosto da Riva, 3473, Centro
Alta Floresta – MT – Brasil
CEP: 78580-000
+55 (66) 3521-2844
Fique por dentro dos nossos conteúdos exclusivos para você.
© 2020 - Conteúdo sob licenciamento Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil ICV - Instituto Centro de Vida | Política de Privacidade
Concepção e Design: Matiz Caboclo | Manutenção e atualização: Kasterweb


