04 jul 2011
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FIQUE POR DENTRO: A Bacia do Rio Xingu em Mato Grosso

Autor: Assessoria de comunicação

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– ICV e ISAO Rio Xingu é símbolo da diversidade biológica e cultural brasileira. Suas águas percorrem paisagens tão diferentes como as pessoas que são abastecidas por elas. Dentro do estado de Mato Grosso, seus principais rios formadores nascem em áreas de Cerrado e vão se unir já no bioma amazônico. Os números do Rio Xingu também são impressionantes: a vazão de suas águas é de 8,728 metros cúbicos por segundo e sua extensão é de 2,7 mil quilômetros, formando uma bacia hidrográ ca de 51,1 milhões de hectares (equivalente a duas vezes a área do estado de São Paulo). Só depois de cortar o nordeste do Mato Grosso e avançar pelo Pará, o Xingu desemboca no Rio Amazonas, na cidade de Porto de Moz.

A Bacia do Rio Xingu contém trechos ainda preservados de Cerrado, Floresta Amazônica e de vegetação de contato entre ambos. Além de uma rica biodiversidade, a bacia abriga também espécies animais e vegetais endêmicas, isto é, que só existem naquela região. Além disso, forma um dos maiores corredores de sociobiodiversidade do Brasil, com 28 milhões de hectares, composto por Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas (TIs).

Como o próprio título sugere, a publicação Fique por dentro: a Bacia do Rio Xingu em Mato Grosso dedica-se a lançar um olhar sobre a porção mato-grossense da bacia, uma área de 17,7 milhões de hectares que abriga 35 municípios e aproximadamente 260 mil habitantes. Esta região, devido ao solo e clima favoráveis, consolidou-se como um importante polo agropecuário. Nela, encontram-se médios e grandes produtores, assentamentos rurais, produtores familiares e mais de seis mil índios, no Parque Indígena do Xingu e em Terras Indígenas (TIs). As mesmas atividades que movimentam a economia local, porém, contribuíram para uma rápida degradação das cabeceiras do Rio Xingu. Estima-se que 315 mil hectares de matas ciliares na Bacia do Rio Xingu em Mato Grosso estejam desmatadas, o que está afetando diretamente a qualidade da água na região.

A publicação está composta em duas partes: a primeira traz informações gerais sobre a Bacia do Xingu; a segunda é dedicada a duas de suas principais sub-bacias, dos rios Manissauá-Miçu (conhecido como Manito) e Suiá-Miçu, ambos importantes contribuintes secundários do Xingu. Dentre os temas que serão abordados estão: monitoramento dos focos de queimadas, levantamento de Áreas de Preservação Permanente (APPs) desmatadas, desmatamento, caracterização e tipologia fl orestal, áreas em processo de restauração florestal e avaliação das tendências das atividades econômicas da região.

Serão apresentados dados, análises e informações atuais, resultado de quatro anos de estudos e atuação local direta do Instituto Socioambiental (ISA) e do Instituto Centro de Vida (ICV), organizações envolvidas na Campanha Y Ikatu Xingu (leia box ao lado). A troca de experiências com as comunidades locais e o acompanhamento constante das mudanças no cenário da região da bacia nos permitiram acumular conhecimentos importantes sobre a dinâmica deste território. Esperamos que as informações deste livro sejam instrumentos valiosos de refl exão e estimulem a realização de novas iniciativas socioambientais para a conservação das cabeceiras do Xingu.

Clique aqui para baixar a publicação.

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