– Daniela Torezzan / Estação Vida
Segundo Irene Duarte, secretária municipal de Meio Ambiente, até o momento, 67% do município já está cadastrado e a previsão da prefeitura é atingir a meta ainda este mês. Ele informa que os esforços estão concentrados agora em grandes propriedades. “Tivemos comunidades rurais que aderiram 100% ao CAR. Agora, precisamos cadastrar grandes áreas”, disse.
De acordo com a secretária, existem cinco grandes propriedades que, quando cadastradas, elevarão para 82% o índice da CAR no município. “Já estamos em contato com esses proprietários para falar da importância do cadastro”, informa.
Aos municípios que integram a lista do MMA foram imputadas várias sanções, entre elas, a principal, é o embargo ao crédito. Na prática, é como se uma cidade inteira estivesse com o nome sujo na praça.
O CAR é o primeiro passo para licenciar a propriedade dentro do programa MT Legal, que prevê alguns benefícios, como prazo para recuperar o passivo ambiental sem aplicação de multas. O Cadastro Ambiental Rural gera informações sobre Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal e percentuais de desmatamento de cada propriedade.
Para a secretária Irene, o sucesso do cadastramento em Alta Floresta é fruto de um trabalho de conscientização e parceria entre poder público, entidades e sociedade. “As pessoas estão entendendo o problema ambiental e querem colaborar. O MT Legal ofereceu essa oportunidade”, disse.
Os municípios da lista correspondem a apenas 6% dos 603 municípios monitorados no bioma amazônico, mas são responsáveis por 50% do total desmatado. São também os que registraram maior taxa de crescimento de desmatamento no segundo semestre do ano de 2007.
A lista dos municípios que mais desmatam a floresta amazônica foi definida a partir de três critérios, estabelecidos em decreto de dezembro de 2007: o total desmatado desde o início do monitoramento, em 1988; o total desmatado nos últimos três anos; e o aumento de taxa de desmatamento em pelo menos três vezes nos últimos cinco anos, de forma consecutiva ou não. Paragominas, no Pará, foi o único até o momento a sair da lista de municípios críticos. Querência, em Mato Grosso também se aproxima do percentual exigido para ganhar essa liberdade, assim como Alta Floresta.
A iniciativa conta com o apoio da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID – sigal em inglês), no âmbito do projeto Governança Ambiental e Produção Responsável.
Veja abaixo, alguns dos critérios exigidos pelo MMA para que os municípios deixem a lista:
– Ter o Cadastro Ambiental Rural de pelo menos 80% de seu território, com exceção de Terras Indígenas ou Unidades de Conservação do mínio público;
– O desmatamento registrado em 2009 não pode ser superior a 40 quilômetros quadrados;
– A média do desmatamento dos dois últimos anos deve ser menor que o desmatamento registrado entre 2004 a 2007.
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