ICV apresenta experiências com manejo florestal não-madeireiro

ICV apresenta experiências com manejo florestal não-madeireiro

O Instituto Centro de Vida (ICV) compartilhou sua expertise com o manejo de produtos florestais durante 1º Curso sobre Normas e Procedimentos para o Manejo Florestal Não Madeireiro, realizado em Cuiabá. O evento recebeu mais de 70 participantes, entre responsáveis técnicos, representantes extrativistas e de organizações que atuam com extrativistas, analistas da SEMA-MT e estudantes.

Os técnicos do ICV Vinícius Silgueiro e Benedita Mendes apresentaram ações com mapeamento participativo das áreas de coleta de produtos como a castanha-do-Brasil e o babaçu. O ICV trabalha com estas técnicas desde 2012, quando apoiou a Associação Ceiba, em Diamantino, no mapeamento das matrizes e áreas de coleta de sementes.

Recentemente, a equipe está trabalhando em parceria com comunidades extrativistas do Norte e Noroeste do estado, trabalho que foi tema da palestra da presidente da Associação de Coletores e Coletoras de Castanha-do-Brasil do PA Juruena (ACCPAJ), Veridiana Vieira. A líder extrativista falou sobre a forma de organização da associação e o método de trabalho de coleta da amêndoa em Cotriguaçu.

“A proposta inicial foi de fazer um nivelamento. Nós queríamos unir todas as iniciativas que, isoladas, trabalham com produtos florestais não madeireiros e entender o que está ocorrendo. Nós apresentamos o que está sendo construído em nível de Estado e ouvimos diversas iniciativas, tanto em nível nacional quanto local, incluindo assentados que trabalham com extrativismo”, explica o coordenador de Conservação e Restauração de Ecossistemas da SEMA-MT, Marcos Antônio Camargo.

O 1º Curso sobre Normas e Procedimentos para o manejo Florestal Não Madeireiro foi realizado entre os dias 27 e 29 de março pela Secretária de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), em parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV) e outras organizações.

“A experiência de participar do curso foi ótima, principalmente pela troca com os participantes de diferentes setores. Foi um debate enriquecedor para fazer com que o manejo florestal não madeireiro seja realmente algo próximo da realidade de quem está na ponta”, avalia a técnica do ICV, Benedita Mendes.

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