Série Transparência Florestal

Mapeamento da ilegalidade na exploração madeireira em Mato Grosso entre 2018 e 2019

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Em nível estadual, esse setor é base da economia de 44 municípios, gera cerca de 90 mil postos de trabalho diretos e indiretos, ocupando o primeiro lugar no segmento das indústrias de transformação e representando o quarto maior na economia do estado.

Para isso, tem 3,7 milhões de hectares de áreas sob manejo florestal, em ciclos de corte definidos de 25 a 35 anos.

Apesar de sua relevância socioeconômica e ambiental, o setor permanece marcado pela ilegalidade. E, ainda, frequentemente relacionado ao desmatamento ilegal na Amazônia pela sociedade em geral e pelos próprios governantes, acarretando em mais prejuízos ao setor florestal como um todo.

Em todo território nacional, o Ibama é responsável pela coordenação, fiscalização e regulamentação dos procedimentos operacionais do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor). Esse sistema tem a finalidade de controlar a origem da
madeira e outros produtos florestais e reunir os respectivos dados dos estados.

Contudo, as recentes tomadas de decisão quanto às políticas e instrumentos de gestão ambiental no país comprometem e dificultam sua implementação. Como exemplo, em 2020, o Ibama teve o menor número de multas aplicadas em duas décadas. E o orçamento proposto pelo governo federal para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para o ano de 2021 é o menor em 21 anos.

O corte de recursos se soma a medidas como a flexibilização do controle da exportação de madeira, a redução da fiscalização realizada pelo Ibama e a perseguição a servidores por defenderem posicionamentos técnicos opostos às investidas contra o meio ambiente.

Diante desse cenário, o monitoramento da exploração madeireira toma uma importância ainda maior, por evidenciar onde a ilegalidade acontece, entender sua dimensão e seus impactos, além de fornecer subsídios para ações de controle mais efetivas. Com esse intuito, mapeamos e analisamos a ilegalidade da exploração madeireira em Mato Grosso para o período de agosto de 2017 a julho de 2019.

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