– Daniela Torezzan / ICV
Terminou nesta quinta-feira (17), em Belém/PA, o encontro Cenários e Perspectivas da Pan-Amazônia, realizado pelo Fórum Amazônia Sustentável e Articulação Regional da Amazônia (ARA). O último painel do evento tratou sobre a nova economia da Amazônia: cadeias produtivas, sociobiodiversidade, agroextrativismo, uso sustentável e valorização dos recursos florestais.
Rubens Gomes, do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), traçou um perfil da nova economia da região, destacando que, na atualidade, não cabem mais ações que desconsiderem a sustentabilidade nas questões comerciais. “Já temos inúmeros exemplos de que as cadeias produtivas amazônicas são importantes para o desenvolvimento da região”. Ele citou o exemplo da castanha-do-Brasil, que corresponde a 4% do mercado de nozes e o Brasil.
Sobre políticas públicas para a promoção de uma nova economia na Amazônia, Valmir Ortega, diretor do Programa de Conservação Internacional (CI) relatou que, infelizmente, as ações políticas ainda não representam o tamanho da demanda e da mobilização social em torno do desenvolvimento desse novo mecanismo de valorização dos produtos da floresta. Para ele, isso leva a um desequilíbrio na representatividade dessas necessidades. “Quando se discute uma nova economia para a Amazônia brasileira é preciso levar em consideração um modelo dominante que impõe pressões políticas e econômicas. Esse modelo precisa ser reformulado para que seja equilibrado”, argumentou.
Já Luciana Villa Nova, gerente de sustentabilidade da Natura, expôs o modelo de trabalho desenvolvido pela empresa na utilização dos produtos florestais. De acordo com ela, o principal desafio ainda é organizar uma cadeia produtiva que consiga ter consistência na oferta de matérias-primas. “Ter uma cadeia produtiva organizada de forma sincronizada e constante é um grande desafio e uma questão que não se resolve em pouco tempo”, finalizou.
Nesta sexta-feira (18) acontecem as reuniões executivas e as plenárias do Fórum Amazônia Sustentável (FAS) e da Articulação Regional Amazônica (ARA) restritas para membros de parte da Região Centro-Oeste.
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