
Pesquisa pode auxiliar a desenvolver estratégias que incentivem a adoção das BPAs. Foto: Raíssa Genro/ICV
Raíssa Genro/ICV
O que impulsiona pecuaristas e suas famílias a aderirem a programas de boas práticas agropecuárias como o Novo Campo? Entender essa motivação é um dos objetivos da pesquisa realizada pela Universidade de Michigan, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), Oxford e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).
Durante esta semana, os pesquisadores estiveram em Alta Floreta, região norte de Mato Grosso, para entrevistar os pecuaristas parceiros do Programa Novo Campo com o objetivo de coletar informações. Ian Robinson, da Universidade de Michigan, avalia que os proprietários estão sendo muito receptivos e sensíveis a adoção das boas práticas.
Os estudantes de mestrado da universidade americana e de graduação da USP também estão realizando entrevistas com pecuaristas que ainda não aderiram a programas de boas práticas agropecuárias. A intenção é comparar as respostas visando identificar os motivos que os levam ou não a participarem de tais iniciativas. “Com os dados obtidos será possível materializar, ter um documento que indica a dimensão de participação no Programa. O que os move a entrarem para iniciativas como esta”, afirma Ciniro Costa Júnior, analista de clima e agricultura do Imaflora.
A pesquisa pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias que incentivem mais pecuaristas a aderirem as BPA, possibilitando sua expansão e, consequentemente, seus benefícios para mais propriedades.
O Programa Novo Campo visa promover práticas sustentáveis em fazendas de pecuária na Amazônia, melhorando seu desempenho econômico, social e ambiental. É coordenado pelo ICV e tem como parceiros a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os Sindicatos Rurais de Alta Floresta e de Cotriguaçu, o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), a Fundação Solidaridad e a empresa multinacional de carnes JBS S.A. Conta também com o apoio do Fundo Vale, da Fundação Moore, do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) e da Cooperação da Noruega (Norad).
O Imaflora contribui na busca por soluções para rastreabilidade, além da implantação de um protocolo de gases de efeito estufa nas fazendas participantes.
Saiba mais sobre o programa aqui.
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