– ISA / ICV
Amazônia 2012 Áreas Protegidas e Territórios Indígenas traz um conjunto de informações atualizadas e corrigidas em relação ao mapa inédito publicado em 2009.
O lançamento será simultâneo nos países que compõem a rede, nesta terça-feira (19). No Brasil, o evento precedido de debate será às 16h, no estande da Fundação Ford, na Cúpula dos Povos da Rio+20, no Rio de Janeiro
Trata-se do único mapa disponível em versão impressa e digital em três línguas (português, espanhol e inglês), apresentando uma visão transfronteiriça e socioambiental, necessária para se compreender a Amazônia, bioma que hoje domina os debates.
O mapa Amazônia 2012 traz informações sobre os 7,8 milhões de km2 da região, compartilhada por oito países e a Guiana Francesa, cuja população alcança 33 milhões de pessoas, incluindo 385 povos indígenas, e que é estratégica para o equilíbrio do planeta.
O objetivo principal da publicação é contribuir para superar visões fragmentadas da região e promover iniciativas e processos integrados, regionais, nacionais e internacionais, que possam contribuir para a consolidação de Áreas Protegidas e Territórios Indígenas – que representam 45% da região – como parte importante da solução para a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas.
A ideia é que esse trabalho conjunto, realizado por instituições de pesquisa especialmente vinculadas à sociedade civil dos países amazônicos, possa consolidar uma agenda comum para a análise temática e a elaboração de protocolos de gestão compartilhada e descentralizada da informação. É importante ressaltar a compatibilização e equalização necessárias das diferentes fontes e escalas das bases de dados de cada país que integra a rede, para se chegar a um produto comum e reconhecido por todos. E assim, poder realizar diagnósticos e projeções, antecipar cenários de ameaças e de proteção assim como dar continuidade ao monitoramento das diferentes situações que se apresentam.
Os arquivos digitais do mapa assim como o mapa online podem ser acessados em raisg.socioambiental.org, onde também se encontram noticias e artigos relacionados à Amazônia.
Sobre a Rede
A Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada é um espaço de intercâmbio e articulação de informações socioambientais georreferenciadas, a serviço de processos que vinculam positivamente os direitos coletivos com a valorização e sustentabilidade da diversidade sociocultural na região amazônica.
O principal objetivo da Rede é estimular e possibilitar a cooperação entre instituições que já trabalham com sistemas de informações socioambientais georreferenciadas na Amazônia, utilizando uma metodologia baseada na coordenação de esforços conjuntos, mediante um processo acumulativo, descentralizado e público de intercâmbio, produção e divulgação de informações.
A Raisg firmou um acordo estratégico entre as instituições que dela fazem parte para criar uma base de dados integrada e acessível aos participantes e ao público em geral, assim como uma agenda de intercâmbio, capacitação e produtos cartográficos. Desde 2007, a Raisg se reuniu anualmente e realizou diversos seminários técnicos para treinamento e elaboração de produtos, além de reuniões virtuais.
Com apoio da Fundação Avina, Fundação Ford, Fundação Rainforest da Noruega (RFN) e Fundação Skoll, a Rede é composta pelas seguintes instituições:
Bolívia: Fundación Amigos de la Naturaleza (FAN)
Brasil: Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia Imazon, Instituto Socioambiental (ISA) e Instituto Centro de Vida (ICV)
Colômbia: Fundación Gaia Amazonas
Equador: Ecociencia
Guiana Francesa: DEAL – Governo da França
Peru: Instituto del Bién Común (IBC)
Suriname: The Amazon Conservation Team (ACT Suriname)
Venezuela: Provita e Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas (IVIC)
Entre as atividades da Rede até agora, destacam-se:
:: publicação do mapa inédito Amazônia 2009;
:: bases de dados comuns e por país, atualizadas periodicamente;
:: elaboração do Mapa do Desmatamento da Panamazônia, com base em metodologia comum e imagens de 2000, 2005 e 2010, a ser lançado até o final de 2012;
:: elaboração de um Atlas Amazonía bajo Presión, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2012, analisando os temas: infraestrutura; energia; focos de calor; desmatamento; exploração de madeira; mineração; petróleo e gás.
Além dos temas gerais equalizados para a Panamazônia, a Raisg prevê como desdobramento a formação de sub-redes regionais, com foco geográfico, escala e informações mais detalhadas e aprofundadas, seguindo na perspectiva da construção do conhecimento sobre a Amazônia por meio da montagem do “quebra-cabeça” e das relações transfronteiriças.
Acompanhe o trabalho da Raisg em raisg.socioambiental.org.
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