– Daniela Torezzan / ICV
A Moratória da Soja foi renovada na última semana (13) e vale até 31 de janeiro de 2013. A inciativa de empresas exportadoras do grão e de organizações da sociedade civil é um boicote para a soja produzida em áreas de novos desmatamentos na Amazônia.
De acordo com o relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Mato Grosso foram identificados 8.385 hectares que não atenderam às regras da Moratória, correspondendo a 72% da soja detectada neste monitoramento, mas apenas 1,2% do total da área desmatada em Mato Grosso. Em segundo lugar está o Pará (3.284 hectares) e, na sequência, Rondônia (29 hectares).
Dos 375 mil hectares monitorados na última safra, o Grupo de Trabalho da Soja (GTS), que sobrevoa as áreas e avalia se houve plantio nos novos desmatamentos com base nas imagens de satélites do Inpe, identificou plantio de soja em 11.700 hectares. Isto indica que a conversão de floresta para soja, dentro do período da Moratória, corresponde a 0,39% do desmatamento registrado em Mato Grosso, Pará e Rondônia, dentro do bioma Amazônia. Os três estados são responsáveis por 98% da produção de soja na Amazônia, onde há 1,96 milhão de hectares de lavouras do grão.
Além de monitorar as áreas, o GTS quer estimular a inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta que permite ter o mapeamento georreferenciado das propriedades rurais, com a delimitação de áreas que devem ser preservadas, como áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal (RL).
Fazem parte da iniciativa da Moratória da Soja, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Greenpeace. Do GTS também fazem parte o Banco do Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e as organizações não governamentais Conservação Internacional (CI), The Nature Conservancy (TNC), WWF-Brasil e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
Confira aqui o relatório do Inpe sobre a Moratória da Soja no bioma Amazônia
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