Nos dias de sol intenso e calor escaldante, os animais e insetos encontram abrigo nas áreas verdes urbanas de Alta Floresta, município no norte de Mato Grosso. A cidade está localizada na Amazônia e as suas casas e edificações ainda dividem espaço com ambientes repletos de árvores, sombras e nascentes.
Para que este “ainda” se torne contínuo, munícipes podem adotar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e nascentes e se responsabilizar pela manutenção e conservação de seus espaços verdes.
Há 3 anos, o Instituto Centro de Vida (ICV) adotou uma nascente localizada no bairro Recanto da Amazônia, no centro da cidade. Desde então, foi feito o manejo da área e árvores frutíferas e nativas foram plantadas.
“A gente notou um crescimento significativo no número de espécies. Antigamente a gente não tinha tantas espécies introduzidas nessa área”, disse o analista do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, Bruno Cardoso. “Existe um papel social e ambiental muito forte nessas áreas, apesar de serem áreas pequenas”, complementou.
O diretor de desenvolvimento sustentável de Alta Floresta, José Alesando Rodrigues, explicou que o objetivo principal do programa é a preservação dos cursos de água do município por meio da educação ambiental.
“Alta Floresta tem uma característica muito importante no sentido de ainda ter muitas áreas de APP, de reservas verdes, que precisam de cuidado. Lá na frente, a gente quer cuidar disso para que tenha a mesma qualidade e quantidade que tem hoje”, disse.
Adoção
O Adote uma Nascente é um programa no âmbito da gestão pública municipal. Para adotar uma área verde urbana, o padrinho precisa ir até a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e solicitar sua demanda. A partir de então, é criado um plano de trabalho e conservação.
“O padrinho pode cuidar por 3 anos da área, então a cada 3 anos ele recebe um certificado de gestão desse lugar e ambiente. Existe um plano de ação que diz o que esse padrinho pode fazer por essa área. Às vezes só é preciso observar, conservar, plantar algumas árvores para melhorar aquela área”, explicou o diretor.
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