Verificação das dependências da propriedade, vistoria no plano de manejo, anotações no caderno de campo e informações devidamente registradas em ata. Estas são algumas das atividades previstas durante as visitas de pares entre os membros da Rede de Produção Orgânica da Amazônia Mato-grossense (Repoama).
Nesta semana, auditores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estiveram em Alta Floresta, Paranaíta e Nova Bandeirantes para testemunhar algumas das visitas de pares e analisar se elas acontecem conforme prevê a Lei dos Orgânicos (Lei 10.831/2003).
Para além da proibição do uso de agrotóxicos e adubos químicos, é necessário o respeito às leis ambientais, o armazenamento adequado dos produtos utilizados na produção e o manejo correto de resíduos sólidos e líquidos gerados na propriedade.
O objetivo é que a rede seja credenciada como um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPAC) e, assim, possa garantir a conformidade orgânica de forma autônoma para seus membros e certificá-los ou não com o selo de alimentos orgânicos.
“Eu gostei muito do compromisso das famílias que a gente visitou, do interesse das pessoas envolvidas, do entendimento da importância da organização. A gente percebe o quão esperada foi essa auditoria”, disse o auditor fiscal agropecuário Guilherme Reis Coda Dias.
Participaram dos encontros membros dos grupos Flor da Esperança, Mulheres Trabalhadoras Rurais e Artesãs de Nova Monte Verde (Amurverde), Produtores Rurais da Estrada Arapongas e Londrina (Apral), Produtores Rurais da Comunidade São Brás e da Associação Guadalupe Agroecológica (Agua).
“A gente tem que aprender ainda mais, mesmo depois de mais de dois anos lidando com essa questão do orgânico. Quando esse processo for finalizado e a rede for credenciada, nós seremos autores da certificação, por isso a importância de fazer tudo certinho”, disse Eliane Gomes da Silva Costa, da Apral
Próximos passos
Análise documental está agendada para a próxima quarta (4). Os profissionais do Mapa devem decidir, então, se a Repoama está apta ou não a receber o credenciamento. A grande expectativa para os produtores é que, caso sejam considerados aptos a receber o selo, comercializem seus produtos como orgânicos.
“O ICV deu um passo importantíssimo institucionalmente nesse apoio a Repoama. A gente vai priorizar o máximo para apoiar tudo o que for preciso depois das considerações que os auditores fizerem, para a galera conseguir o tão sonhado credenciamento”, finalizou o coordenador do Programa de Negócios Sociais do ICV, Eduardo Darvin.
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