12 jun 2009
Notícias

Criação de espaços de diálogo para promover o desenvolvimento sustentável de Apiacás

Autor: Assessoria de comunicação

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– Cristiane Leite / CDS – UnB

Uma equipe do Projeto Diálogos, sob coordenação do Professor Elimar Nascimento do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB), realiza, de 08 a 19 de junho, a primeira fase da etapa de avaliação técnico-participativa do Projeto Análise e Gestão Pacifica de Conflitos Socioambientais em Apiacás, MT. A equipe de campo é composta pelo professor Tadeu Assad, três alunas de pós-graduação do CDS/UnB e Roberta dos Santos, integrante do Instituto Centro de Vida – ICV.
Nessa fase, o objetivo do trabalho é levantar informações e contemplar a percepção da sociedade local por meio de entrevistas, visitas técnicas e coleta de dados disponíveis para a construção de um diagnóstico do processo de desenvolvimento  de Apiacás, identificar possíveis conflitos e mobilizar lideranças locais para as próximas etapas do trabalho.
Anteriormente, o tema Gestão Pacifica de Conflitos Socioambientais foi tema de oficina em Alta Floresta de 14 a 16 de maio, com diversas lideranças, representantes institucionais, índios, Madeireiros e ONG´s de Apiacás e Alta Floresta (todo o material está disponível no site do Projeto Diálogos: www.dialogos.org.br).
A próxima atividade do trabalho será a realização de oficinas por grupos de atores (madeireiros, garimpeiros, fazendeiros, poder público local, ONG´s, agricultores familiares) identificados a partir dos estudos realizados nesta primeira etapa, que complementarão a caracterização e análise do processo de desenvolvimento de Apiacás, e a avaliação do processo de interação social existente. As demais etapas do projeto serão: pré-negociação e condução do processo de construção do espaço de diálogos, visando à transformação de conflitos e solução de dissensos entre os diversos grupos sociais, para buscar novas oportunidades de sustentabilidade do desenvolvimento local e garantir uma convivência harmônica e sustentável entre as partes.
Sobre os conflitos socioambientais
De acordo com Tadeu Assad, “este projeto é um grande desafio para todos que trabalham buscando o desenvolvimento sustentável, principalmente quando temos que integrar objetivos econômicos com a preservação ambiental e a equidade social no processo de desenvolvimento de uma micro-região”.
Por este motivo, Tadeu afirma que o conflito é um processo natural e inerente a toda sociedade, e resulta de valores, percepções e interesses divergentes entre os atores que promovem o desenvolvimento local. Neste caso, o objetivo do trabalho é “transformar” o conflito socioambiental em oportunidade que deve ser aproveitada para melhorar as condições de desenvolvimento sustentável e harmônico de uma região, a partir da criação de espaços de diálogo entre os atores envolvidos para a sua gestão pacífica.
Roberta dos Santos, que mora em Alta Floresta e atua no ICV há quatro anos, enfatiza que a troca de experiências é muito positiva para as instituições envolvidas, a partir dos diferentes perfis e níveis de conhecimento sobre os temas: “Esse é o grande desafio do projeto – conseguir trabalhar de forma integrada, e aqui em Apiacás é um exemplo positivo dessa interação, que pode trazer resultados tanto para as instituições como para a comunidade do município”.
Para o prefeito de Apiacás, o Sr. Tião Fera, “este trabalho é uma oportunidade para o município encontrar seus caminhos para um desenvolvimento sustentável, construído por todos os cidadãos apiacaenses. A prefeitura estará participando e apoiando todas as atividades das equipes do projeto”.
O Projeto Diálogos
Reunindo ONGs e institutos de pesquisa comprometidas com o desenvolvimento sustentável, o Projeto Diálogos tem como intuito criar espaços e metodologias de diálogo na busca de resolução pacífica de conflitos socioambientais. Ao dialogar com atores dos três principais grupos – setores público, privado e a sociedade civil -, tanto no nível local e estadual, quanto no federal e internacional, o projeto pretende intervir técnico, científico e politicamente no processo. Para contribuir com esse cenário, tem como principais eixos de atuação: disponibilizar informações transparentes para todos os setores, capacitar pessoas e otimizar processos de negociação.
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