10 nov 2021
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ICV participa da COP-26 com resultados do trabalho da instituição em Mato Grosso

Autor: Assessoria de Imprensa

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O Instituto Centro de Vida (ICV) marca presença na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP-26, iniciada no dia 31 de outubro em Glasgow, na Escócia, o principal encontro internacional de lideranças mundiais para debater ações de mitigação dos efeitos da crise climática, cada dia mais críticos.

A delegação da instituição presente no evento foi composta por Alice Thuault (diretora executiva), Rodrigo Vargas (coordenador de Comunicação) e Renato Farias (coordenador).

Além da cobertura diária de acontecimentos no evento pelo #ICVnaCOP nas redes sociais, os membros da instituição têm encontrado parceiros, debatido ações e projetos que possam seguir na implementação de soluções compartilhadas para o uso sustentável dos recursos naturais.

“Estamos aqui para falar sobre Mato Grosso, das soluções que estamos desenvolvendo e dos desafios que ainda temos para resolver, como desmatamento, proteção dos territórios indígenas e áreas de conservação”, afirma a diretora da instituição.

Para Renato, a experiência do ICV em testar esses possíveis caminhos de conservação vem bem à calhar com o momento crítico apresentado pelos cientistas em relação às alterações climáticas.

“Há um conjunto de instituições e parceiros que podem ver essas soluções e correlacionar os resultados que temos com a realidade que demanda isso. O ICV compartilha, aqui, sua vasta experiência nesse campo de soluções pelo uso dos recursos naturais”, afirma.

Percepções sobre a Amazônia, bioma de extrema importância no debate climático, vindas de beneficiários de algumas dessas ações do ICV na região norte e noroeste do estado estão sendo exibidas aos participantes pela série denominada ‘Minha Vida na Amazônia’ em um stand da organização Uma Gota no Oceano.

Com vídeos curtos, Minha Vida Na Amazônia é uma produção de Maria Filmes e do ICV que mostra o que é viver no bioma de extrema importância no debate climático para agricultores, extrativistas e produtores da área rural atendidos pelo ICV.

PCI NA COP

Os mais de cinco anos de construção da estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), com suas lições e expertise adquiridas em Mato Grosso, foram tema de um evento paralelo na conferência nesta sexta-feira, 5.

Em um balanço divulgado neste ano, e que considerou indicadores das 21 metas estabelecidas no período de 2015 a 2020, foram apontados avanços como o aumento na produtividade da pecuária, maior área sob manejo florestal e expansão de áreas de produção de grãos sobre as pastagens degradadas.

Também foram destacadas melhorias nas ações governamentais de controle de desmatamento como a implementação do Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, a Exploração Florestal Ilegal e aos Incêndios Florestais (CEDIF-MT) e do Plano de Ação contra o Desmatamento, além de investimentos realizados no monitoramento.

Realizado no Brazil Climate Hub na última sexta-feira, o painel “Como capturar as contribuições privadas em abordagens jurisdicionais de desenvolvimento de baixo carbono? O exemplo de Mato Grosso” contou com a presença do ICV, uma das instituições fundadoras da estratégia e do Instituto PCI.

O evento apresentou os desafios da implantação de um modelo que associa, por meio de acordos, monitoramento e responsabilização, o setor privado às metas de desenvolvimento econômico e de redução do desmatamento perseguidas pelo governo.

Para Alice Thuault, diretora executiva do ICV, é necessário estabelecer um alinhamento entre os objetivos de médio e longo prazos do programa e os esforços implementados pelos atores públicos e privados no dia a dia em Mato Grosso.

“É tecnicamente desafiador compatibilizar esses dados, mas é somente com esse olhar que conseguiremos entender os reais progressos do estado de Mato Grosso na transformação da sua agricultura em agricultura de baixo carbono”, disse ela.

MOVIMENTO PELO CLIMA: AÇÃO LOCAL EM DIÁLOGO COM A COP

A necessidade urgente de redução de emissões de gases de efeito estufa requere ações coletivas, mas também individuais.

A COP-26 acontece em concomitância com a campanha Movimento Pelo Clima, promovida pelo ICV para mostrar aos esportistas e praticantes de atividades físicas saídas para os riscos do aquecimento global, que coloca em risco o bem-estar e qualidade de vida buscado por esse público.

Eventos climáticos extremos, como secas, inundações e incêndios florestais, serão cada dia mais comuns caso nada mude. E a maior parte dessas emissões é ligada diretamente às atividades dos setores de energia, transporte e alimentos.

Um Relatório Especial do IPCC recentemente atribuiu aos sistemas alimentares entre 11 e 19 bilhões de toneladas de emissões de gases por ano.

Sob o mote “Aqueça o corpo, não o planeta”, a campanha incentiva os praticantes de exercícios físicos a priorizar o consumo de alimentos in natura e locais, o que pode ser benéfico para a prática de exercícios físicos e fortalece a agricultura familiar regional.

A principal ação será a realização de um pedal (com inscrições esgotadas) em Alta Floresta, onde os ciclistas terão a oportunidade de conhecer o trabalho da Associação Guadalupe Agroecológica (AGuA) em uma comunidade rural do município.

Para levar o assunto a todos interessados, o ICV irá promover uma conversa com Renata Falzoni, referência no cicloativismo brasileiro, e Rodrigo Vargas, que participará do evento diretamente dos pavilhões da COP-26.

A live ocorrerá às 9h30 (MT)/10h30 (BSB) no dia 11 de novembro no Instagram.

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