Cebola e alho diversificam produção familiar em MT

Cebola e alho diversificam produção familiar em MT

Um dia de campo na Nossa Terra Nossa Gente, em Paranaíta, mostrou para cerca de 100 pessoas o potencial e as vantagens de produzir cebola e alho na região Norte de Mato Grosso. A atividade aconteceu na propriedade dos agricultores Osvaldo de Brito e Roseli Alves de Souza, sócios da cooperativa Coopervila, e foi promovida pela Prefeitura Municipal de Paranaíta, com apoio do projeto Redes Socioprodutivas, do Instituto Centro de Vida.

Apresentando sua plantação, o agricultor Osvaldo de Brito falou da satisfação em ser a unidade demonstrativa. “É muito bom receber a comunidade em minha propriedade. Pra nós é um grande orgulho poder mostrar que nosso plantio está dando certo. Queremos que outros produtores se interessem por mais esta cultura, porque é uma forma de diversificar a produção”, aponta o agricultor familiar.

O técnico agrícola da Secretaria de Agricultura do município de Paranaíta Marcelo Soares explica que o objetivo do Dia de Campo é transmitir algumas técnicas de plantio e mostrar a viabilidade econômica destas duas culturas. Entre as técnicas apresentavadas estão a irrigação por gotejamento e a fertirrigação. Marcelo também apresentou informações sobre o manejo e os custos para iniciar a plantação na propriedade.

 

“A região Norte de Mato Grosso tem um grande potencial econômico para a cebola e o alho, pois colhe numa das principais janelas de produção do Brasil” explica. “Conseguimos comercializar os produtos entre o final da safra Argentina e antes de começar a safra da região Sul do Brasil. Com isso, temos três meses de alta no preço de mercado, o que faz com que esta produção seja comercializada com uma alta de 20% ou até mais”, completa.

De acordo com o técnico, as vantagens de produção são grandes, considerando que os dois produtos têm alto consumo no país e são altamente adaptáveis na região. Além disso, por serem plantados em uma região livre das principais doenças que atacam estas culturas, Marcelo diz que a produtividade é mais alta. O alho pode chegar a 13 toneladas por hectare, e a cebola até 50 toneladas por hectare.

Redes Socioprodutivas

Marcelo também destaca a importância do apoio fornecido pelo ICV à comunidade. “O ICV é um grande parceiro, está sempre presente, principalmente no fomento à produção e comercialização, isso tem possibilitado um grande retorno para o produtor”.

O agricultor que recebe os visitantes, Osvaldo de Brito, também destaca o apoio que tem recebido do ICV através do projeto Redes Sociorodutivas. “Somos pequenos e temos dificuldade em inúmeras questões. Agora, com a presença do ICV, muita coisa está mudando.

Através da parceria com o ICV, estamos adquirindo a estufa que vai nos beneficiar durante o período chuvoso. Só temos a agradecer e seguir trabalhando”, avalia. Osvaldo cultiva pimenta, pepino, abóbora, quiabo, jiló, beterraba, além da nova produção de cebola e alho.

O técnico do ICV responsável pela cadeia do hortifrutigranjeiro, Luan Cândido da Silva, explica que uma das ações do projeto Redes Socioprodutivas é apoiar a produção familiar com conhecimento e apoio à produção. “Nós sabemos que a grande dificuldade encontrada é conseguir manter a produção em todas as estações.

O projeto auxilia com o cultivo protegido, para que o produtor continue abastecendo o mercado. Queremos é que o produtor melhore sua renda e, consequentemente, sua qualidade de vida, mostrando que permanecer no campo também pode ser um negócio sustentável”, declara Luan Cândido da Silva.

Além dos investimentos em infraestrutura, Luan conta que projeto também está trabalhando na capacitação dos produtores para que eles saibam organizar e escalonar sua produção. “Isso tem sido muito bom para o mercado, já que com esse escalonamento os compradores têm mais confiança nos produtores”, afirma o técnico.

O projeto Redes Socioprodutivas trabalha com hortifrutigranjeiros, pecuária leiteira, café, castanha-do-brasil, cacau e babaçu. Realizado pelo Instituto Centro de Vida, com apoio do Fundo Amazônia e duração prevista de dois anos, o projeto tem o desafio de fortalecer cadeias socioprodutivas, com atratividade econômica, ajudando a manter a floresta em pé.