Texto: Andrés Pasquis e Daniela Torezzan / ICV – Foto: Andrés Pasquis / ICV
Bruno Simionato Castro, analista de Carbono Florestal do Instituto, explicou que o objetivo é estimar o potencial de gás sequestrado nas APPs recuperadas, prevendo um cenário de 20 anos.
O principal desafio é o fato de as áreas estudadas serem bastante novas, como a do seu Adolfo Quirino Oliveira, cujo processo de recuperação tem apenas quatro anos. Por isso, o trabalho consiste em comparar áreas com vegetação de diferentes idades e tipologias, simulando diversos processos de recuperação. “As áreas precisam respeitar certas condições: Elas devem ter passado por um estado de vegetação nativa, seguido por um desmatamento para cultivo e finalizando com um processo que tenha permitido a recuperação natural do espaço, novamente”, explicou. Neste sentido, são necessárias análises e comparações dessas áreas jovens com outras que têm aproximadamente 12, 17 e 22 anos.
Depois da identificação das áreas a serem estudadas, é preciso identificar as espécies vegetais, classificá-las pelo porte, para poder calcular a biomassa de cada uma utilizando os respectivos diâmetros e alturas. Uma vez essas informações recolhidas, é possível construir uma curva que projeta o acumulo de CO₂ na área. “Se graças a esses cálculos, conseguirmos evidenciar que a recuperação e a manutenção de APPs contribui no processo de sequestro de quantidades significativas de carbono, o projeto aportará uma alternativa a mais para as medidas contra a emissão de CO₂ e, consequentemente, ajudará na luta contra o aquecimento global”, concluiu o analista do ICV.
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