
Profissionais da educação e de outros
segmentos participaram da 1ª Conferência
Municipal de Educação.
Foto: Sucena Shkrada Resk/ICV
A 1ª Conferência Municipal de Educação de Cotriguaçu (MT), na Amazônia, realizada nos dias 19 e 20 de maio, reformulou as metas do Plano Municipal de Educação para mais uma década, que atinge as redes de ensino municipal, estadual e particular. Entre as mudanças estabelecidas, está a de garantir a formação continuada nas áreas de agroecologia, sustentabilidade, economia solidária, agricultura familiar e de educação ambiental a todos os profissionais da educação. Antes esta iniciativa ficava restrita a intenções na educação do campo. Como meio de acompanhamento da execução do plano, também foi criado o Fórum Municipal Permanente de Educação, ao qual serão convidadas para participar, organizações representativas do segmento, desde as Secretarias de Educação e Conselho Municipal de Meio Ambiente a representantes da comunidade indígena.
“Neste texto revisado, a principal novidade com relação ao anterior, é que as 16 metas estabelecidas se adequam aos planos estadual e nacional aprovados no ano passado e o documento propõe estratégias de execução com prazos”, analisa Ailton Oliveira Amorim, professor de História, representante do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) e um dos coordenadores da conferência. Segundo o educador, será um instrumento importante de cobrança da sociedade. “Agora as responsabilidades estão bem identificadas”.
O novo Plano Municipal de Educação ainda reforçou a necessidade de ofertar o ensino profissional técnico de nível médio, que não existe em Cotriguaçu, e expôs o desafio de se estabelecer regularmente o atendimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Enfrentamos dificuldades de transporte escolar para atender alunos no noturno e de dia faltam salas”, expôs uma representante de ensino local.
As alterações e novas propostas ao documento foram realizadas pelas instituições de ensino do município, com o acompanhamento da assessoria pedagógica municipal e da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso e devem passar para a aprovação na Câmara e no Executivo Municipal ainda este mês.
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