16 dez 2016
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Uso das geotecnologias para o planejamento espacial e monitoramento da restauração florestal é tema de publicação

Autor: Assessoria de comunicação

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capa_webRaquel Olsen*

Foi lançada nesta quinta-feira, 15, no Instituto Centro de Vida (ICV), em Alta Floresta, publicação “O uso das geotecnologias para o planejamento espacial e monitoramento da restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente Degradadas (APPDs)”, que apresenta um diagnóstico das APPDs nos municípios de Alta Floresta, Carlinda e Paranaíta, norte de Mato Grosso; uma análise da paisagem buscando identificar quais possuem importância como corredores ecológicos ao serem restauradas e destaca o uso de imagens de altíssima resolução obtidas por veículo aéreo não tripulado (VANT), conhecido como drone, para avaliar o sucesso da recuperação das áreas.

Realizado de acordo com as regras do Código Florestal, o diagnóstico apontou para 24.243 hectares de APPDs de cursos d’água, nascentes e lagoas naturais a serem restauradas ainda nos três municípios do estudo. A indicação de quais áreas devem ser prioritárias por apresentarem potencial para constituição de corredores ecológicos partiu da análise da paisagem, que considera a distribuição dos fragmentos florestais remanescentes, de forma que a restauração florestal proporcione o aumento da conectividade e fluxo da biodiversidade. Essas áreas prioritárias também podem apresentar uma maior chance de sucesso da restauração por condução da regeneração natural, representando um menor custo de implantação. “A ideia é que com as informações contidas seja possível replicar essa abordagem em outros municípios e regiões do estado, como também planejar a forma como a restauração deverá ocorrer nos imóveis rurais”, destacou Leandro Tambosi, professor da Universidade Federal do ABC, e um dos autores. Em maio, Tambosi realizou uma capacitação em análise de paisagem que envolveu técnicos, professores e alunos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que também contribuíram com o estudo. Para auxiliar nos levantamentos de áreas de Preservação Permanente Degradadas prioritárias está disponível o “Tutorial técnico para identificação de APPDs prioritárias para restauração visando aumento da conectividade funcional da paisagem“.

Estudo foi feito de acordo com as regras do Código Florestal. Foto: Raíssa Genro/ICV

Estudo foi feito de acordo com as regras do Código Florestal. Foto: Raíssa Genro/ICV

Fruto de uma parceria entre o Núcleo de Geotecnologias do ICV e, o Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geotecnologias (LabSensoR) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), os levantamentos realizados com VANT visaram avaliar o potencial de utilização das imagens obtidas para monitorar as áreas em restauração, onde foi testada a verificação do indicador de cobertura do solo. Vinícius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Geotecnologias do ICV e também um dos autores, explica que dos três importantes indicadores da restauração (cobertura do solo, riqueza e densidade de espécies nativas), a cobertura do solo apresenta grande potencial para ser verificada por imagens de altíssima resolução. “Os resultados mostraram que é perfeitamente possível mensurar e avaliar a cobertura do solo de áreas em restauração com uso das imagens obtidas por VANTs. A metodologia que usamos apresentou potencial para ser aplicada também com uso de imagens de alta resolução espacial adquiridas por satélites, no caso de se promover a verificação desse indicador em larga escala”, afirma Vinícius.

Acesse a publicação O uso das geotecnologias para o planejamento espacial e monitoramento da restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente Degradadas (APPDs)

Acesse o Tutorial técnico para identificação de Áreas de Preservação Permanente prioritárias para restauração visando o aumento da conectividade funcional da paisagem

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*Raquel Olsen, estagiária sob supervisão da jornalista Raíssa Genro

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