10 set 2015
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Bem-estar animal está entre os preceitos difundidos pelo Programa Novo Campo

Autor: Assessoria de comunicação

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Curso sobre manejo racional - bem estar animal foi realizado para funcionários e proprietários de fazendas do Programa Novo Campo. Foto: Raíssa Genro/ICV

Curso voltado ao bem estar animal foi realizado para funcionários e proprietários de fazendas do Programa Novo Campo. Foto: Raíssa Genro/ICV

Raíssa Genro/ICV

A discussão sobre bem-estar animal iniciou em 1964 com a publicação do livro Animal Machines, da inglesa Ruth Harrison e, no ano seguinte, com a criação do Comitê Brambell, que reuniu diversos acadêmicos para discutir a questão animal. O conceito parte da ideia de que bem estar é “um estado de completa saúde física e mental em que o animal está em harmonia com o ambiente que o rodeia”, conforme Barry O. Hughes. Ele pode variar entre muito ruim e muito bom.

O bem estar tem efeito sobre a saúde dos animais, sobre a eficiência produtiva, sobre a qualidade dos produtos além de ser uma demanda da sociedade. No caso da pecuária, a falta de preocupação com esta questão ocasiona ainda uma imagem negativa do setor. Adriano Páscoa, doutor em zootecnia pela Unesp, destaca que a má qualidade na produção de bovinos de corte ocasiona degradação ambiental, morte de animais, animais machucados e uma carne sem qualidade, entre outros. Adriano foi instrutor de um curso sobre manejo racional de bovinos de corte – boas práticas no curral realizado no fim de agosto em Alta Floresta e voltado para funcionários e proprietários de fazendas integrantes do Programa Novo Campo. O programa é coordenado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e promove práticas sustentáveis em fazendas de pecuária na Amazônia, melhorando o seu desempenho econômico, social e ambiental. O curso abordou mudanças necessárias como uso de bandeirolas, cuidados para evitar calor como instalação de áreas de lazer com sombra, proporcionar locais para que o gado possa se coçar, entre outras.

Entre as informações passadas está a de que há uma influência direta nas carcaças em função dos hematomas, ocasionada por choques e batidas com cerca de 73% na parte traseira, 5% dianteira e 18% na ponta de agulha, chegando a uma perda média de 400 gramas de carne por hematoma. Além das agressões que ocasionam hematomas o estresse é outro fator determinante sobre o bem estar do gado. No período que antecede ao abate as situações não familiares como o embarque, o deslocamento, o desembarque e o próprio manejo nos currais dos frigoríficos ocasionam diversas perdas.

Durante os dias de curso, que tiveram aulas teóricas e práticas na Fazenda Bevilaqua, Adriano também listou as oportunidades para implementação de boas rotinas – outro item que proporciona um bem estar bom. O manejo de bezerros é especialmente indicado, no pós-parto e na desmama, além do momento da alimentação e suplementação, durante o rodeio e no manejo de curral.

A vacinação é outro item relacionado ao manejo racional e ao bem estar, influenciado no sucesso dos medicamentos e evitando perdas na carcaça por abscessos. Um bem estar bom ocasiona animais mais dóceis e a diferença é sentida pelos funcionários das fazendas. “O gado estando mais tranquilo facilita nosso trabalho também”, avaliou Giovani Correa, da Fazenda Cateto.

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