29 abr 2015
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Agricultores familiares de Cotriguaçu criam associação para fortalecer participação sociopolítica

Autor: Assessoria de comunicação

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Nova associação na comunidade Nova Esperança institui sua atual diretoria. Foto: Sucena Shkrada Resk/ICV

Nova associação na comunidade Nova Esperança institui sua atual diretoria. Foto: Sucena Shkrada Resk/ICV

Sucena Shkrada Resk/ICV

Agricultores familiares do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, no município de Cotriguaçu, no noroeste mato-grossense, fundaram, no último dia 24, a Associação de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Comunitário de Nova Esperança. A iniciativa tem como objetivo o fortalecimento da participação sociopolítica local, tendo como plano estratégico a organização da comunidade para produzir e vender, respeitando e valorizando os recursos naturais. A entidade substitui uma organização anterior, criada nos anos 90, mantendo o quadro de associados. “Com a associação organizada é mais fácil de a gente adquirir benefícios, como a aquisição de tratores e reivindicar a presença de uma ambulância para atender nossos moradores”, disse José Schumaker, atual presidente da entidade.

Nesta nova etapa, uma das propostas em curso é a catalogação e preparação da 1ª Feira de Sementes Crioulas e Mudas de Nova Esperança, programada para o mês de agosto. Os agricultores ainda pretendem apoiar projeto de alunos do ensino médio da Escola Estadual André Maggi, que estudam em uma sala cedida na Escola Municipal do Campo Aldovandro da Rocha Silva (veja notícia Estudantes de assentamento rural em Mato Grosso elaboram projeto para evitar êxodo rural). As estudantes Natiele Serafim Barros, 19 anos, e Marcilene Souza Silva, 18, expuseram a meta dos estudantes à associação.

O Grupo de Mulheres da Esperança, que integra a Associação, também comemora o início dos trabalhos, neste mês, da nova cozinha comunitária, instalada no galpão da Associação. “Praticamente levamos um ano para estruturá-la para termos condições de atender os requisitos da vigilância sanitária e das compras públicas. Fazemos pães, bolachas e doces e nossa intenção é, no futuro, termos uma padaria aqui, aberta à toda comunidade”, disse Luzia Helena da Silva. Sua companheira de trabalho, Terezinha Alves Ferreira Inhanse, confessa: “Para mim, cozinhar é um prazer”. E Maria Aparecida de Souza, complementou: “A renda que a gente consegue aqui também é importante para ajudar nas despesas que temos com nossos filhos. Eles vêm em primeiro lugar”.

Grupo de Mulheres da Esperança já utilizam nova cozinha comunitária. Foto: Sucena Shkrada Resk/ICV

Terezinha, Maria Aparecida e Luzia, que integram o Grupo de Mulheres da Esperança, já utilizam nova cozinha comunitária. Foto: Sucena Shkrada Resk/ICV

A assessoria à organização comunitária integra as atividades do Projeto Noroeste: território sustentável, desenvolvido pelo ICV e parceiros, com apoio do Fundo Vale. O principal objetivo é fortalecer e consolidar o noroeste de Mato Grosso como um território florestal, por meio do incentivo e da disseminação de soluções produtivas sustentáveis e com boa governança socioambiental.

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