12 set 2014
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Grupo de estudantes da UFMT conhece atividades agroecológicas do assentamento em Cotriguaçu

Autor: Assessoria de comunicação

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Raíssa Genro/ICV

 

Estudantes trocaram experiências com agricultores

Estudantes trocaram experiências com agricultores

Um grupo de 23 estudantes dos cursos de engenharia florestal, biologia e geografia, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), esteve no projeto de assentamento Nova Cotriguaçu, em Cotriguaçu, entre 31 de agosto e 4 de setembro para conhecer as ações desenvolvidas pelos agricultores familiares com apoio do Instituto Centro de Vida (ICV).

O grupo, denominado Mãe Terra, se reúne e desenvolve práticas de agroecologia desde o início do ano e agrupa, além dos cursos universitários citados, alunos de agronomia e comunicação social com apoio de projetos de extensão da Universidade. Antes da vivência no noroeste do Mato Grosso os estudantes estiveram em uma chácara em Chapada dos Guimarães, em uma horta em Várzea Grande e conheceram também o trabalho do Horto Florestal de Cuiabá.

O trabalho do ICV foi descoberto através do Grupo de Intercâmbio em Agroecologia (GIAS), do qual o Mãe Terra também participa. Em maio alguns integrantes se encontraram com agricultores do assentamento no 3º Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), realizado na Bahia. “Todos foram muito receptivos. Percebemos que eles são muito sensíveis à preservação do ambiente, para contribuir no cuidado com sua saúde”, conta Luã Oliveira, mestrando em saúde coletiva e integrante do grupo.

Durante a visita, o grupo conheceu experiências de horta ecológica, produção do café orgânico integrado com a floresta, sistema rotacionado de piquetes para produção leiteira, , produção de cacau (manejo, poda, cuidados com as variedades do produto), além do trabalho de restauração das áreas de preservação permanente (APPs), e o aproveitamento do babaçu para produção de farinha e carvão. O grupo também visitou o viveiro de mudas da Brigada de Incêndio do Ibama, que desenvolve um projeto de reflorestamento com espécies nativas.

Luã comenta que chamou a atenção dos estudantes de Cuiabá a abundância de alimentos saudáveis, resultando em uma ótima qualidade de vida. O grupo se sentiu mais estimulado para seguir se envolvendo na prática agroecológica do estado de Mato Grosso.  Além de Cotriguaçu, o Mãe Terra irá realizar atividades em Mirassol D’Oeste e no assentamento Olga Benário, em Várzea Grande. Suzanne Scaglia, educadora de práticas sustentáveis do ICV vê a troca de experiências como fundamental e definidora para os jovens. “São profissionais que tem oportunidade de ter esta vivência prática. A troca de conhecimento, o diálogo do pesquisador com o agricultor, não é uma coisa de uma mão só”, afirma, citando um dos princípios da agroecologia.


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