10 Maio 2013
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ICV testa tecnologia para mapeamento territorial com baixo custo

Autor: Assessoria de comunicação

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Andrés Pasquis / ICV

O Instituto Centro de Vida (ICV), na busca de alternativas de baixo custo para mapeamento territorial, adquiriu recentemente uma ferramenta cujo objetivo é facilitar a obtenção de dados e imagens de propriedades rurais. Ricardo Abad, coordenador do Núcleo de Geotecnologias do Instituto, explica que foi realizado um primeiro teste em campo. Segundo ele, o objetivo é utilizar a tecnologia para apoiar as ações do ICV, como por exemplo, a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) nos municípios.

– Andrés Pasquis: como se chama o instrumento e como funciona?

– Ricardo Abad: O instrumento é o que se chama de Balão Imageador e consiste em um balão enchido com gás hélio, guiado por uma corda, levando pelos ares uma maquina fotográfica digital ligeira que fará fotos com intervalo definido previamente. Em outras palavras, é um equipamento de baixo custo que necessita materiais comuns, permitindo a obtenção de fotos de alta resolução para o monitoramento de áreas escolhidas.

– AP: Além do baixo custo, quais são as outras vantagens do Balão Imageador?

– RA: O Balão ajuda à elaboração de mapas mais completos, que possibilitam a identificação de espécies, coberturas florestais, plantios e outros elementos. A partir daí, uma análise mais precisa nos mapeamentos permite a realização de trabalhos mais completos e confiáveis.

– AP: De que maneira o ICV integraria o instrumento nas diferentes atividades?

– RA: Ainda estamos analisando o potencial do material. Foi justamente o objetivo do teste realizado nesta semana na Unidade Demonstrativa de pecuária Sítio Santa Rosa de Luis Alcindo Caioni, a 15 quilômetros de Alta Floresta. Se a relação custo-qualidade for viável em comparação com outras alternativas, como as imagens satélites ou o Vant (pequeno avião teleguiado), então poderá ser um apoio para varias atividades do Instituto.

– AP: Quais são então as expectativas para o futuro?

– RA: Se tudo der certo, o produto final resultaria em um mosaico composto por imagens de cada unidade demonstrativa, utilizado num primeiro tempo para as Iniciativas de Pecuária Integrada e de Transparência Florestal, com a possibilidade de aplicar-se mais adiante a outras atividades como as de gestão ambiental municipal ou o desenvolvimento rural comunitário. O material fornecerá também um apoio à Secretaria de Meio Ambiente de Alta Floresta (SECMA).

– AP: Quais foram os resultados desta primeira experiência?

– RA: Os resultados desta primeira experiência foram extremadamente satisfatórios, pois as imagens obtidas são de muito boa qualidade e definição. No entanto, ainda é necessário aperfeiçoar aspectos de ordem logística, como um transporte seguro do balão que é bastante frágil – semelhante a um grande balão de festas.
Entretanto, temos grandes expectativas no uso deste material, que pode ser muito útil na implementação das atividades posteriores ao processo do Cadastro Ambiental Rural, por exemplo.

– AP: Quais são os próximos passos?

– RA: A equipe do Núcleo de Geotecnologias vai trabalhar na elaboração do primeiro mosaico com as imagens obtidas e continuar com os testes para aperfeiçoar o modelo até que tenhamos um sistema adequado que atenda a expectativa do uso.

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