30 out 2012
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Estudo indica que 47% da exploração de madeira em MT ocorreu em área ilegal

Autor: Assessoria de comunicação

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Daniela Torezzan / ICV

Boletim do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgado nesta segunda-feira aponta que de toda a exploração florestal realizada em Mato Grosso, entre agosto de 2010 e julho de 2011, 53% foram em áreas autorizadas e 47% em áreas não autorizadas, o que dá uma noção do tamanho da ilegalidade nesse setor. Os dados já haviam sido apresentados durante um seminário realizado no mês de agosto, em Cuiabá, que discutiu o sistema de monitoramento e controle da exploração florestal em Mato Grosso.

No boletim Transparência Manejo Florestal do Mato Grosso, o Imazon avaliou a situação da exploração madeireira no Estado de agosto de 2010 a julho de 2011. Para isso, utilizou informações dos sistemas de controle da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema): Sistema Integrado de Licenciamento e Monitoramento Ambiental (Simlam) e Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

De acordo com o Instituto, a análise das imagens de satélite revelou que aproximadamente 139.407 hectares de florestas foram explorados durante o período. Desse total, 73.953 hectares (53%) foram autorizados pela Sema e 65.454 hectares (47%) não foram autorizados. Do total não autorizado, a maioria (64.852 ou 99%) ocorreu em áreas privadas, devolutas ou sob disputa e 602 hectares (1%) ocorreram em Áreas Protegidas, assentamentos de reforma agrária e Unidades de Conservação. Quando comparados os números das explorações entre o período anterior (agosto de 2009 a julho de 2010) e o recente (agosto de 2010 a julho de 2011), foi observada uma redução de 41% (52.294 hectares) na ocorrência de exploração autorizada e de 34% (34.346 hectares) na de exploração não autorizada.

Nas áreas exploradas com autorização, o Imazon avaliou a situação das respectivas Autorizações de Exploração Florestal (Autex) liberadas em 2011 e verificou que a grande maioria (98%) estava regular. O restante (2%) apresentou alguma inconsistência, tal como manejo autorizado em área desmatada.

O boletim também traz uma avaliação da qualidade da exploração florestal entre os dois períodos analisados usando imagens de satélite. Foi verificado que a área com exploração de boa qualidade reduziu de sete mil hectares para dois mil hectares; a área explorada com qualidade intermediária se manteve em 38 mil hectares; e a área explorada com baixa qualidade reduziu expressivamente: de 80 mil hectares para 34 mil hectares.

Por último, o Imazon verificou, nas imagens de satélite, que em 99% das áreas exploradas com manejo florestal, avaliadas entre agosto de 2007 e julho de 2011, a floresta foi mantida, enquanto em apenas 1% houve desmatamento.

Baixe o boletim completo aqui.

Veja aqui apresentação de André Monteiro (Imazon) feita durante o Seminário de monitoramento e controle da exploração florestal em Mato Grosso.

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