06 abr 2011
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Mesmo com período intenso de chuvas, Mato Grosso registra desmatamento da floresta amazônica

Autor: Assessoria de comunicação

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– Daniela Torezzan / ICV

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quarta-feira (6) os dados do desmatamento na Amazônia Legal nos meses de janeiro e fevereiro de 2011, monitorados pelo sistema Deter. Segundo o órgão foram registrados 19,2 quilômetros quadrados de corte raso da floresta amazônica no bimestre, sendo 14,4 em Mato Grosso, 4,3 no Maranhão e 0,5 quilômetros quadrados no Pará.

De acordo com o Inpe, a grande quantidade de nuvens nos estados que compõe a Amazônia Legal, que passa pelo período da estação chuvosa, dificultou bastante o registro dos satélites. O boletim divulgado pelo órgão aponta que, em janeiro de 2011, foi possível monitorar apenas 15% da região e, em fevereiro, apenas 7%.

O Departamento de Geotecnologias do Instituto Centro de Vida (ICV) identificou os pontos centrais do desmatamento em Mato Grosso no período, concentrados em três municípios: o município de Nova Ubiratã (com dois pontos) registrou 10 quilômetros quadrados de desmatamento, seguido por Itanhangá, com 4 quilômetros quadrados e Bom Jesus do Araguaia com 0,4 quilômetros quadrados de corte raso da floresta.

O Inpe ressaltou que não é possível estabelecer comparativos entre o mesmo período (janeiro e fevereiro) de anos anteriores em função da variação da cobertura de nuvens típicas para esta época do ano e ainda pelo fato de os satélites utilizados detectarem apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Também alertou que, em função dessas variáveis, “os dados do DETER não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da floresta amazônica, mas são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização”.

Segundo o órgão, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES, que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

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