10 jul 2009
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Curso de Geotecnologias reforça monitoramento no Portal da Amazônia

Autor: Assessoria de comunicação

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– Augusto Pereira / Estação Vida

Elenildo Kaiabi é um jovem em busca de mais informação. Liderança da Terra Indígena Kaiabi, ele foi um dos participantes do Curso Básico de Geotecnologias Aplicadas a Gestão Ambiental, promovido pelo ICV (Instituto Centro de Vida). Elenildo vê no curso a possibilidade de fiscalizar os limites da terra do povo Kaiabi. “É importante ter conhecimento, ganhar experiência. Com essa informação nem é preciso alguém ir lá na aldeia para saber se desmataram, dá para ver daqui mesmo”, diz o representante Kaiabi.

Desde o dia seis de julho membros de ONGs, prefeituras, associações e estudantes do Território Portal da Amazônia estão reunidos no Centro de Formação da Boa Nova em Alta Floresta. Por cinco dias os participantes concentraram-se na análise de imagens de satélite e na produção de dados a partir delas.
Segundo os facilitadores Rodrigo Marcelino, biólogo, e Roberta dos Santos, geógrafa, dirigir essa edição do curso para pessoas dessa região de Mato Grosso permite a apropriação do monitoramento por diversos setores da sociedade. O curso já havia acontecido em Cuiabá para diversas instituições filiadas ao Formad (Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento) e teve sua primeira edição no Portal da Amazônia.
Foi usado somente o software livre GV Sig para o curso. Os softwares gratuitos e de código aberto são eficientes na análise de imagens georreferenciadas e podem ser adquiridos na internet. Para Rodrigo Marcelino, concentrar a atenção num único software permitiu maior rendimento do participantes nessa edição que nas anteriores.
A técnica agroflorestal Nádia Queiroz veio para o curso com uma necessidade específica: conquistar uma ferramenta indispensável para o seu trabalho de cadastramento de propriedades rurais do programa Terra Legal, do Governo Federal. Nádia é funcionária da prefeitura de Guarantã do Norte e é a representante do Terra Legal no município. Para Nádia “com o curso podemos melhorar o levantamento e planejamento das propriedades, ter exatidão em cada área”.
Rodrigo, facilitador do curso, disse ainda que um grande ganho dessa atividade é ter gente de uma mesma região, com uma área em comum. “Essas pessoas já trouxeram a necessidade de aplicação, elas poderão aplicar o conhecimento de uma forma muito prática”, conclui.

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