Recuperação de matas ciliares acontece em mutirão nas nascentes do Paraguai
22/12/2009 - Augusto Pereira / Estação Vida

Foto: Camila Rodrigues
O projeto Protegendo as Nascentes do Rio Paraguai, em execução pelo ICV (Instituto Centro de Vida) realizou um grande mutirão de plantio nos dias 14 a 17 de dezembro. O projeto acontece em Diamantino, Alto Paraguai e Nortelândia, municípios contidos nas nascentes do rio Paraguai. As comunidades dos assentamentos Peraputanga, Capão Verde, Caeté e Raimundo Rocha envolveram-se para recuperar nascentes com plantio de agroflorestas.
O assentamento Peraputanga, no município de Diamantinoi, praticamente não tem passivo ambiental e por isso tornou-se fornecedor de sementes florestais. Mesmo não precisando recuperar a comunidade tem sido parceira do projeto de recuperação com a coleta de sementes para fornecer a outras comunidades e para viabilizar o projeto em execução.
A comunidade Peraputanga é diferente de muitas comunidades rurais em Mato Grosso. Para começar eles já ocupavam a área a muito tempo, eram uma comunidade tradicional. A forma de legalizar suas terras foi através de um projeto de assentamento.
No assentamento Caeté, onde há áreas degradadas, os vizinhos da Peraputanga arregaçaram as mangas e colaboraram com o plantio de sementes agrícolas e florestais. Esse assentamento é muito importante na hidrografia da região porque é divisor de águas entre a bacia Amazônica e a bacia Platina, as duas maiores bacias hidrográficas do mundo.
As pessoas envolvidas no assentamento Caeté foram indicadas pelos monitores de um projeto anterior, realizado também pelo ICV com objetivos semelhantes, financiado pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA). Os 14 hectares planejados para recuperação já estão cercados e protegidos do pisoteio do gado. Uma grande área desse total já recebeu o plantio de agroflorestas em novembro e está desenvolvendo rapidamente uma vegetação que será permanente.