Assentados rurais vão discutir agroecologia em comunidades rodeadas por soja
18/01/2010 - Augusto Pereira / Estação Vida
A agroecologia é possível onde os sítios são rodeados por soja? As monoculturas de soja são destino de toneladas de agrotóxicos a cada safra. Produzir agroecologicamente em sítios próximos a lavouras de soja pode ser um desafio difícil de vencer. O evento “Alternativas agroecológicas para comunidades no entorno de plantações de soja” promovido pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e Centro de Apoio Sócio-Ambiental (Casa) busca clarear esses caminhos para os agricultores familiares assentados ao longo das cabeceiras do rio Paraguai.
James Cabral, coordenador da Fase (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional) em Mato Grosso trará informações sobre o acesso a políticas públicas e financiamentos voltados para a produção agroecológica. Karin Kaechele, coordenadora adjunta do ICV, traçará um panorama da produção de soja no mundo e seus impactos. Ela participa de um grupo de discussões sobre os critérios para definir como deve ser a produção de soja considerada sustentável.
Também foram convidadas, a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado (Seder) e associações de agricultores de Nova Mutum, Califórnia e Nova Ubiratã, com experiências agroecológicas.
O evento "Alternativas agroecológicas para comunidades no entorno de plantações de soja” acontece dias 25 e 26 de janeiro, no assentamento Peraputanga, em Diamantino, Mato Grosso.
A iniciativa faz parte do projeto "Protegendo as Nascentes do Rio Paraguai", executado pelo ICV nos municípios de Diamantino, Alto Paraguai e Nortelândia. As comunidades dos assentamentos Peraputanga, Capão Verde, Caeté e Raimundo Rocha estão envolvidas para recuperar nascentes com plantio de agroflorestas. Uma dessas etapas aconteceu em dezembro passado.
Confira a programação