Agronegócio e Responsabilidade Social
17/10/2009 - .
O crescimento e a modernização da agricultura brasileira tem gerado benefícios socioeconômicos, incluindo a diversificação das economias locais, expansão dos rendimentos agrícolas e não-agrícolas, aumento de receitas fiscais municipais e melhoria na qualidade de vida. Mas a expansão agrícola do Brasil tem um aspecto negativo: a terra barata e abundante tem fomentado práticas insustentáveis.
Desmatamento, fragmentação da paisagem, perda da biodiversidade, erosão do solo, poluição da água e alterações no ciclo do carbono estão comprometendo saúde e a viabilidade do Cerrado e das florestas do Brasil, que estão entre as mais ricas do mundo em biodiversidade. Embora a expansão da agricultura na Amazônia e no Cerrado talvez seja inevitável, acreditamos que ela pode ser transformada em uma força de conservação, desde que ela seja canalizada para a áreas corretas, regulamentadas pelo Código Florestal Brasileiro, e rigorosamente monitoradas.
Nos últimos anos, a pressão dos compradores de grãos, especialmente na União Europeia, tem forçado os produtores e empresas do agronegócio brasileiro a rever suas prioridades. Muitos já compreendem que o cumprimento do Código Florestal não é apenas uma questão ambiental, é necessário para proteger os lucros e manter o acesso a investimentos e mercados importantes.
A partir dessa reflexão, e da convivência com organizações parceiras que vêm buscando diálogo com o setor do agroneócio, no segundo semestre de 2007, o ICV passou a integrar o Grupo de Desenvolvimento de Critérios para a Soja Responsável. O grupo foi criado como um órgão consultor da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS - Round Table on Sustainable Soy na sigla em inglês). Em seguida, contribuímos com a estruturação do Grupo de Trabalho da Pecuária Responsável.
Para lidar com esse tema, foi criado um portal especial, com conteúdos de referência sobre o tema:
Agroambiente.