Instituto Centro de Vida doa sementes para viveiros e prefeituras da região norte e noroeste de MT

Instituto Centro de Vida doa sementes para viveiros e prefeituras da região norte e noroeste de MT

Viveiro de Alta Floresta recebeu doações no último dia 4.

O Instituto Centro de Vida (ICV) está doando sementes de cerca de 60 espécies nativas a viveiros e prefeituras dos municípios de Alta Floresta, Carlinda, Paranaíta, Nova Monte Verde, Cotriguaçu além da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). As sementes irão fortalecer os viveiros municipais gerando mudas para posterior uso também no processo de restauração florestal que está sendo realizado nos municípios do norte e noroeste de Mato Grosso.

“Isso vai facilitar nosso trabalho porque íamos coletar e agora não será necessário. O viveiro aqui é referência para os proprietários e o poder público sempre precisa desse tipo de ajuda”, afirmou Gercilene Meira, engenheira florestal da prefeitura de Alta Floresta que recebeu a doação no último dia 4 de abril.
Para Eriberto Muller, Analista da Iniciativa de Município Sustentáveis, o fortalecimento dos viveiros municipais é um meio de recuperar as florestas. “As doações que estamos fazendo são nesse sentido, munir os viveiros com sementes para que se produza mudas para distribuição gratuita a população para a recuperação das APPs. Com o trabalho conjunto do poder público e da sociedade civil todos ganham, principalmente o meio ambiente que é de onde vem nossa águas e nossos alimentos.” afirma Muller.

“Sabemos da dificuldade em conseguir sementes florestais tanto em quantidade quanto em variabilidade. Usamos o conhecimento da instituição junto a parceiros que trabalham com redes de sementes e coletores locais e assim conseguimos montar um banco de sementes bem diversificado, que vai auxiliar os viveiros municipais”, afirma Diego Ottonelli, analista de restauro florestal do ICV.

O ICV vem trabalhando com restauro florestal de APPs desde 2013, na bacia do Alto Paraguai e em 2015 também na região norte do estado. A ação visa trazer de volta a floresta onde hoje há áreas de preservação permanente degradas contribuindo assim para aumento do potencial hídrico das propriedades e, futuramente com o combate ao aquecimento global através do sequestro de carbono produzido pelas árvores.

 

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